Atenção: o corte no INSS promete repercutir em atraso na análise de benefícios. Entenda!

Corte no INSS pode prejudicar o trabalhador e aumentar ainda mais a fila de espera pela concessão de benefícios, que já alcança 1,8 milhão de pessoas.

O governo federal cortou R$ 3,2 bilhões no orçamento de 2022 em áreas como assistência social, meio ambiente, saúde, direitos humanos e obras públicas.

O maior desfalque financeiro recaiu sobre o Ministério do Trabalho e Previdência, que perderá um montante de R$ 1 bilhão. Desse total, R$ 988 milhões são referentes a um corte direto no INSS, órgão responsável pelo pagamento da aposentadoria e outros benefícios dos trabalhadores brasileiros.

O corte será direcionado mais especificamente às verbas de administração do órgão e de serviços de processamento de dados e reconhecimento de direitos de benefícios. A área do INSS que mais perdeu recursos foi a administração nacional, com corte de R$ 709,8 milhões.

Outros R$ 180,6 milhões foram retirados dos serviços de processamento de dados e R$ 94,1 milhões foram vetados de um projeto de melhoria contínua e, por fim, R$ 3,4 milhões da área de reconhecimento de direitos de benefícios previdenciários.

Impactos

Segundo a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), a medida pode prejudicar o trabalhador e aumentar ainda mais a fila de espera pela concessão de benefícios, que já alcança 1,8 milhão de pessoas.

“A fila de espera para análise de benefício é histórica. A pessoa faz o requerimento e fica, muitas vezes, mais de um ano esperando. A fila vai ficar maior. Em um momento que o INSS precisa de investimento, esse corte, que vai representar 41% de todo o orçamento do INSS, é ainda mais grave”, diz Viviane Peres, da Secretaria de Políticas Sociais da Fenasps.

Vale lembrar que a fila de aposentadoria, pensão e auxílio já estava extensa, dentre outros motivos, pela falta de servidores públicos, bem como a paralisação de perícia médica diante da pandemia, visto que é realizada presencialmente.

Desirreé Franco, advogada trabalhista do Goulart Penteado Advogados, acrescenta que diante dessa situação é plausível esperar menos concessões de benefícios. “Com corte de verba e suspensão de atendimento em agências, por exemplo, vai tornar o processo ainda mais moroso e as aprovações vão diminuir de ritmo”, explica.

A Fenasps diz que os maiores prejudicados serão as pessoas em extrema vulnerabilidade, que buscam um benefício para manter suas necessidades básicas de sobrevivência, e que a medida é uma manobra política do atual presidente.

Derrubada do veto

Os vetos de cortes de verbas empreendidos pelo presidente Bolsonaro precisam ser apreciados por senadores e deputados em sessão conjunta. O prazo de votação é de 30 dias.

Nos bastidores, uma articulação entre as organizações e políticos da Câmara e do Senado tenta reverter a situação.

O deputado Hugo Leal, relator da peça orçamentária de 2022, se posicionou a favor de uma possível derrubada do veto de Bolsonaro. “Os vetos a programas do INSS são muito preocupantes porque, nos dois anos de pandemia, os serviços para atender aposentadorias e outros benefícios foram muito afetados”, disse ele, por meio do Twitter, nesta segunda-feira (24).

“Os próprios dirigentes do INSS defenderam junto à Comissão de Orçamento a necessidade de mais recursos para atender os segurados. Posso adiantar que, pessoalmente, vou defender a derrubada deste veto: creio que são necessários recursos para melhorar os serviços e reduzir a fila”, acrescentou Leal.

Em entrevista ao jornal O Globo, o senador Angelo Coronel (PSD-BA), que é o relator setorial da Previdência no Orçamento, afirmou que vai analisar o veto de Bolsonaro e que ele não propôs os cortes em seu relatório. Para ele, a medida foi “uma decisão política do governo federal.”

O INSS foi procurado, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Fonte: Contábeis

PRESSIONE AQUI AGORA MESMO E FALE JÁ CONOSCO PARA MAIS INFORMAÇÕES!

Facebook
Twitter
LinkedIn

Áreas de Atuação

Direito Previdenciário

Direito Trabalhista

Direito de Família

Direito Civil

Mais Populares

não pagar insalubridade
Não pagar adicional de insalubridade pode gerar rescisão indireta, decide TST
fila do INSS cai em 74%
Fila do INSS cai 74% em 2026
Atestmed INSS: quem pode conseguir benefício sem perícia médica em 2026?
INSS amplia utilização do Atestmed: veja quem pode obter benefício sem perícia presencial
HEAD-HG-2-6
Exposição de filhos nas redes sociais: o que diz o Direito de Família
decimo-terceiro-financeiro-gestao-cr-sistemas-e-web
Direitos trabalhistas no início do ano: o que todo trabalhador precisa saber